Quando resolvi ter um blog, queria apenas ter um espaço para escrever coisas talvez interessantes que me passam pela cabeça, antes que tenham passado de vez, deixando apenas a lacuna sombreada de algo pensado e esquecido (algo que me incomoda bastante – a você não?) . Depois, nas oportunidades em que por muitos dias minha cabeça ficava tão deserta quanto um sambódromo em julho, passei a fazer cópia de coisas que lia e achava interessante. Mas nunca pretendi apropriar-me dessas coisas como minhas, nem fazer das coisas que eu escrevo motivo para envaidecimento. Não falo outras línguas, bom, arranho um inglês bem sem-vergonha. O resto de coisas em língua estrangeira são traduções que constavam dos originais, ou que fiz com ajuda do Google para dar uma versão em português do texto a quem interessar possa. Em resumo: nada disto aqui é para eu me sentir mais inteligente ou ser bajulado. Aliás, é tudo que eu não quero. De quem lê o blog, espero apenas que me ajude a encontrar erros ou fazer críticas construtivas ao pensamento exposto, se tiver tempo e paciência para isto. Esse tipo de coisa eu acho positivo. Peço mil desculpas se dei a entender, em algum momento, outra coisa. Deus me livre do pedantismo, da presunção e da arrogância. Amém.
Assisti no sábado, dublado e em 3D. Achei muito bonito!
Que o novo ano seja cheio de paz e alegria para todo o mundo!
May the new year be full of peace and joy to the whole world!
Alison Bechdel escreveu um livro incomum num gênero pouquíssimo explorado: sua obra pertence a um gênero já chamado por alguns de graphic memoir que seria uma Graphic Novel (o romance em forma de quadrinhos, este próprio um produto desconhecido do grande público) mas com o diferencial de possuir um conteúdo autobiográfico. Se a ousadia na forma do trabalho não é mérito suficiente, a sensibilidade e honestidade com que ela desnuda sua infância e seu relacionamento com o pai explicam muito bem o prêmio Eisner Award de 2007 e a eleição como o melhor livro de 2006 pela Revista Time.
Fun Home, apelido dado por ela e seus irmãos à funerária e casa onde moravam, trata da investigação e reconciliação com a figura ambígua de seu pai que morreu sob a suspeita de ter cometido suicídio. Alison, que eventualmente acaba por descobrir-se lésbica na adolescência, se defronta com a realidade da homossexualidade ocultada por seu pai e das repercussões de eventos do passado que só serão perfeitamente compreendidos muitos anos depois. Na verdade é possível perceber que é no próprio livro que esta conciliação se materializa e é colocada em ordenada. Bechdel não nos entrega uma conclusão, e neste caso a forma de composição do livro é metáfora perfeita para o seu processo criativo: é em cada traço de sua arte que se delinea a figura do pai e os laços com o passado são refeitos. A narrativa nem sempre é precisa, ou linear, como a memória que Bechdel quer dar sentido.
Os prêmios do livro garantiram a produção de uma edição brasileira bem como um certo destaque na mídia que é incomum para estas publicações (seja pelo formato em quadrinhos, seja pelo tema da homossexualidade). O próprio trabalho de Alison com suas tiras Dykes to Watch Out for, embora já fosse internacionalmente conhecido, costumava ser circunscrito aos jornais alternativos. É bom ver as barreiras culturais serem transpostas e obras como essa ganharem espaço pelo seu significado universal e qualidade. (autor: Paulo Duarte)
Veja mais em www.simonscat.com
Há músicas que têm letras supostamente felizes e músicas cuja melodia é de uma tristeza avassaladora. Não sei bem o que isso tem a ver com minha vida estes dias, mas tem…

Sou fã desses dois… E eles estão aqui: http://www.pyercoffin.com/movies_pets1.html
Como La Cigarra
(María Elena Walsh)Tantas veces me mataron, tantas veces me morí,
sin embargo estoy aquí resucitando
Gracias doy a la desgracia y a la mano con puñal
porque me mató tan mal y seguí cantandoCantando al sol como la cigarra
después de un año bajo la tierra
igual que sobreviviente
que vuelve de la guerraTantas veces me borraron, tantas desaparecí
a mi propio entierro fui solo y llorando
Hice un nudo en el pañuelo pero me olvidé después
que no era la única vez y seguí cantandoCantando al sol…
Tantas veces te mataron, tantas resucitarás
cuántas noches pasarás desesperando
Y a la hora del naufragio y la de la oscuridad
alguien te rescatará para ir cantandoCantando al sol…
Si Se Calla El Cantor
(Horacio Guarany)
Si se calla el cantor calla la vida
porque la vida, la vida misma es todo un canto
si se calla el cantor, muere de espanto
la esperanza, la luz y la alegría.
Si se calla el cantor se quedan solos
los humildes gorriones de los diarios,
los obreros del puerto se persignan
quién habrá de luchar por su salario.
HABLADO
‘Que ha de ser de la vida si el que canta
no levanta su voz en las tribunas
por el que sufre,´por el que no hay
ninguna razón que lo condene a andar sin manta’
Si se calla el cantor muere la rosa
de que sirve la rosa sin el canto
debe el canto ser luz sobre los campos
iluminando siempre a los de abajo.
Que no calle el cantor porque el silencio
cobarde apaña la maldad que oprime,
no saben los cantores de agachadas
no callarán jamás de frente al crimén.
HABLADO
‘Que se levanten todas las banderas
cuando el cantor se plante con su grito
que mil guitarras desangren en la noche
una inmortal canción al infinito’.
Si se calla el cantor . . . calla la vida.
Eu não estou triste porque vai me caber pelo menos uma parte da conta de no mínimo R$ 30.000.000.000,00 (ao diabo o pudor de mostrar os zeros) das fanfarronadas futebolística e olímpica.
Eu não estou triste por despeito bairrista já que a cidade escolhida para essa fanfarronada não é a minha.
Eu não estou triste porque pelos próximos sete anos não poderei assistir 15 minutos de televisão sem testemunhar um jingle brazuboboca cheio de ginga e esportividade.
Eu estou triste porque a copa e as olimpíadas juntas têm carga para manter esta sociedade idiota dopada e insensível aos próprios problemas por anos e anos por vir.
E também porque a Mercedes Sosa está muito mal de saúde…















