Um simples prazer analógico

Há dias repus meu toca-discos para funcionar. Por "toca-discos" entenda-se um aparelho que tem um prato giratório de cerca de 30 cm de diâmetro, e um braço mais ou menos com esse comprimento que sustenta uma cápsula com uma agulha de diamante que percorre um sulco espiralado em um disco de material plástico, normalmente vinil, extraindo vibrações elétricas que depois são amplificadas e convertidas em som. O conceito é simples, o objeto real ainda mais. Mas a satisfação é grande, especialmente por se poder matar saudades de músicas há muito tempo ouvidas. Como…

"Os grandes sucessos de Gigliola Cinquetti", compacto duplo, Epic/CBS (1968).

Lado A: "Dio, come ti amo" (D. Modugno) e "Dommage, dommage" (P. Vance – L. Pockriss – Pace – Panzeri).

Lado B: "Non ho l'eta per amarti" (Panzeri – Nisa) e "Mille anni" (Debout – Dumas – Pace).

Com pequenos estalidos e chiados, e com a satisfação de interagir com o aparelho, de cuidadosamente guiar o braço até o início da trilha e virar o disco depois. Num mundo de passividade humana e automatismo e inteligência artificiais, é quase o prazer de extrair uma sonata de um violino… (risos).

Compadeço-me um pouco de quem não aprendeu, no devido tempo, a apreciar essas pequenas coisas boas. 

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