Minha infância foi um borrão de contos fantásticos vividos num mundo paralelo de minha invenção. Minha adolescência foi um grande não-acontecido, graças ao medo dos outros, graças ao terror de mim mesmo, graças à culpa católica. No meio de tudo isso, por ajuda dos deuses ou do acaso (tão poderoso, ele próprio, quanto um deus), estudei e arranjei trabalho, ainda jovem. Mas o resto de minha juventude, então, desenrolou-se num grande equívoco. Apesar disso, mais uma vez pelo acaso ou ajuda divina, encontrei meu Amor, minha metade. Com ele, amadureci dos equívocos, ao mesmo tempo em que a juventude física, essa de aparências, punha-se no horizonte. Porque a verdadeira juventude, a espiritual, eu ganhei de ti, meu Amor. Antes meu espírito era velho, muito velho, em vias de apodrecer-se de vez por todas. Agora meu corpo é que começa a envelhecer, e porque revoltar-se contra isso? Se o tempo que me resta está todo redimido pelo meu Amor…

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2 comentários sobre “Ser e Tempo. Tempo e Amor.

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