Cartunista Glauco e seu filho são mortos a tiros em Osasco (SP)

UOL Notícias:

12/03/2010 – 07h18

Cartunista Glauco e seu filho são mortos a tiros em Osasco (SP)

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

* Com informações da Folha Online

Atualizada às 10h22

O cartunista Glauco Villas Boas, 53, foi morto a tiros na madrugada desta sexta-feira (12), em Osasco (SP).  A polícia investiga se Glauco, como era conhecido, foi vítima de tentativa de assalto ou sequestro em sua residência na Estrada Alpina, no bairro de Santa Fé.

A casa de Glauco foi invadida por dois homens armados, que tentaram levar pertences da família e o próprio cartunista. Ao tentar persuadir um dos bandidos, Glauco foi alvejado com quatro tiros à queima roupa. O filho dele, Raoni Villas Boas, 25, que chegava ao local, discutiu com os bandidos e também foi atingido por disparos. Os bandidos fugiram do local em um carro roubado, sem levar nada.

Glauco e seu filho chegaram a ser socorridos e levados ao hospital Albert Sabin, no bairro da Lapa, zona oeste de São Paulo, mas não resistiram aos ferimentos e morreram.

As informações foram repassadas pelo advogado da família, Ricardo Handro. Segundo ele, o crime aconteceu por volta de meia-noitee a casa de Glauco nunca havia sido assaltada antes.

De acordo com o advogado, no momento do crime, o cartunista descansava em casa com os três filhos e a esposa, Beatriz Galvão. Ninguém foi preso até o momento, afirmou o advogado. A polícia investiga a participação de uma terceira pessoa na ação.

O caso foi registrado no 1° DP de Osasco e os corpos do cartunista e do filho foram encaminhados para o IML da cidade. Glauco era padrinho fundador da igreja Céu de Maria. Familiares e amigos deverão velar o cartunista e seu filho nesta igreja, da doutrina do Santo Daime.

Glauco é conhecido por suas charges publicadas desde 1977 no jornal Folha de São Paulo. Criador de personagens como Dona Marta, Zé do Apocalipse, Doy Jorge, Geraldinho e Geraldão, seu ingresso no jornalismo se deu nos anos 70, graças ao jornalista Hamilton Ribeiro, que dirigia o “Diário da Manhã”, em Ribeirão Preto, e tirou o paranaense da fila do vestibular para Engenharia.

Alguns anos mais tarde, em 1976, a premiação no Salão de Humor de Piracicaba abriu as portas do jovem cartunista para a grande imprensa. Em 1977, Glauco começou a publicar suas tiras esporadicamente na Folha de S. Paulo. A partir de 1984, quando a Folha dedicou espaço diário à nova geração de cartunistas brasileiros, Glauco passou a publicar suas charges periodicamente.

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3 Responses to Cartunista Glauco e seu filho são mortos a tiros em Osasco (SP)

  1. triste história, a cobertura jornalística foi necessária, mas nunca imaginei cobrir a morte de alguém como o Glauco

  2. tania says:

    O pior foi ver depois o que uma certa imprensa (de)formadora de opinião tentou fazer, quase transformando a vítima em culpado e o assassino em vítima das ações do grupo religioso do Glauco. Como voce disse em algum lugar por ai, gente cansa. pelo menos um certo tipo de gemte, sem respeito, sem amor, que desconhece o significado de compaixão, que inverte os valores reais, transformando os desvalores do consumo em coisas que importam. Não percebem o o que fazem ? São inocentes, então?
    Um grande abraço! estava sentindo muitas saudades suas!
    E rodoviando em alta velocidade, em meio aos canaviais do norte fluminense, lembrava-me sempre de algo que voce escreveu, não me lembro se aqui, ou na minha “casa” sobre isso. Ou seja, voce viajava comigo.

    • Sim. É bem verdade que substâncias entorpecentes têm esse risco: tornarem pessoas que já são doidas mais doidas ainda, para o bem e para o mal. A mistura de religião, qualquer uma, com chás e quejandos é meio forte demais pra mim. Mas nem por isso vou sair condenando e julgando quem curte. Condeno, é claro, quem mata ou tenta fazê-lo, de cara limpa ou não. Um assassino é um assassino é um assassino. Ponto. Mas a classe-média-falsa-moralista-careta-por-frustração e a revista que lhe faz as vezes de arauto adora condenar e julgar os “pecados” dos outros. Exemplo de gente cansativa.

      Parêntese: dirigindo em estradas que cortam canaviais eu me sinto num navio quebra-gelo sobre uma imensa calota polar, só que verde e quente. E você?

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