Compaixão também tem limite

Eu sei que é uma generalização irracional, mas não adianta. Pelos humanos desse lugar eu já não serei mais capaz de arroubos de compaixão, depois de ler a notícia desta barbaridade. Muito sincero. Também sou humano – leia-se criatura equivocada – e não me sinto obrigado a ter pena de quem não tem pena de nada.

29/07/2010 – 07h24

Militar resgata filhote de cão chutado como bola no Afeganistão

  • O filhote foi batizado de Reorg, que é um jargão militar para descrever uma sessão de análise de uma operação após sua execuçãoO filhote foi batizado de Reorg, que é um jargão militar para descrever uma sessão de análise de uma operação após sua execução

Um filhote de cachorro com apenas alguns dias de vida foi resgatado por uma militar britânica no Afeganistão que o viu ser chutado como uma bola de futebol por um grupo de crianças.

Segundo a médica militar Sarah Marriott, de 30 anos, o cão era do tamanho de sua mão quando ela o resgatou, há seis meses, durante uma patrulha a pé na província de Hellmand.

Ela diz que o dono do filhote havia pedido aos meninos que o afogassem, porque ele não o queria. Em sua descrição, as crianças tratavam o cachorro como um brinquedo.

A soldado diz que quando o encontrou, o cão estava em um estado tão precário que ela achou que ele não conseguiria sobreviver.

Marriott levou o cão à sua base e conseguiu recuperá-lo graças a uma dieta de mingau de aveia e apresuntado enlatado, além de muito carinho.

Transporte

Após seis meses de tratamento, ela conseguiu que a organização de proteção dos animais Nowzad Dogs o transportasse de avião para o Reino Unido.

O filhote foi batizado de Reorg, que é um jargão militar para descrever uma sessão de análise de uma operação após sua execução.

Reorg foi levado o Reino Unido no compartimento de carga de um avião, ao custo de 3.500 libras (cerca de R$ 9.600) e está em quarentena em um canil na região de Devon, no oeste do país.

Assim que o cachorro for liberado da quarentena, Marriott pretende entregá-lo a parentes para que cuidem dele.

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3 Responses to Compaixão também tem limite

  1. Sra Urtigão says:

    Sem o que dizer, porque esta história me fez recordar algumas tão horríveis quanto ou até piores, que soube que ocorreram e conhecia os protagonistas e certamente ainda ocorrem, bem pertinho de onde moro e/ou de onde vou sempre…Por essas e outras que digo, afirmo, que não gosto de gente ( com excessões, lógico)(as punições e sei que houveram em alguns casos, são tão brandas que fico a desejar a lei de talião)

  2. Sem desmerecer a tua justificável ira, contraponho-a ao texto de S. Francisco publicado pelo Brabo hoje em http://www.baciadasalmas.com/2010/diante-dos-seus-olhos/
    Nossa caminhada ainda é longa…

    • Pois é, essa suprema compaixão é a meta à qual deveríamos, todos, estar sempre orientados. Faço o que posso a esse respeito. Porém, muitas vezes não consigo. O maior prejudicado quase sempre sou eu mesmo, porque não é de minha natureza agredir. Apenas experimento sensações muito fortes de ódio, raiva, revolta… Não estou à altura de amar meus inimigos (entenda-se quem age de maneira, a meu ver, horrível, execrável, perversa). E o mais provável é que nunca estarei.

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