De passagem

Até chegar à página de internet que estou utilizando para inserir este texto, num curto trajeto entre a página inicial de meu navegador e outras poucas, tomei , em tão pouco tempo, contato virtual com tantas desgraças, mesquinharias e misérias, que fica difícil reprimir a tentação de dizer coisas que imediatamente vêm à mente, contra fatos ou pessoas estas ou aquelas que, de uma forma ou de outra, são responsáveis por aquelas notícias negativas.

De alguma maneira, porém, consegui recobrar a tempo o equilíbrio necessário para centrar-me e dizer o que vim aqui dizer, isto é, aquilo que estava pensando escrever quando liguei o computador.

Era para dizer que eu mesmo tenho sentido falta de escrever mais aqui, o que em outros tempos imediatamente me levaria a me sentir cobrado a fazê-lo, e/ou culpado por não tê-lo feito antes… Bem, no más. Uma das conquistas mais recentes de minha vida é estar aprendendo – claro que com imperfeições e recaídas – a respeitar meu tempo e meu modo de fazer ou deixar de fazer livremente aquilo a que não estou obrigado.

A meia-dúzia de freqüentadores assíduos destas páginas não me leve a mal nem se sinta abandonada. Ao dizer “aquilo a que não estou obrigado”, não faço um juízo de pouca importância, mas um manifesto de livre-modo-de-ser, o que, afinal de contas, acho que também é algo valorizado por todas (!) essas pessoas, e nossa meta comum, apesar de tantos vórtices que nos querem escravizar.

O complemento positivo do “não estar obrigado” é que, com o bem estar sempre decorrente do sentir-se mais livre, é bem possível que surjam espontaneamente mais idéias e mais oportunidades de eu aqui expressá-las. Esta é uma impressão que tenho.

Agora, aproveitando que estou de passagem, queria deixar a indicação de um dos filmes realmente bonitos que assisti na vida, e o fiz ontem:

De Repente, Califórnia (2007)

De Repente, Califórnia
O jovem Zach (Trevor Wright) trabalha em uma lanchonete, sem perspectivas, e ajuda a irmã Jeanne (Tina Holmes) a cuidar de seu filho, Cody (Jackson Wurth). Quando o escritor Shaun (Brad Rowe), o irmão mais velho do amigo de Zach, retorna para uma temporada em busca da cura pelo seu desbloqueio criativo, em casa, ele logo se interessa pelos talentos artísticos de Zach. A amizade casual motivada pelo surf se transforma em uma verdadeira e íntima relação

  • Título original: Shelter
  • Diretor: Jonah Markowitz
  • Elenco: Trevor Wright, Brad Rowe, Tina Holmes, Jackson Wurth, Katie Walder, Matt Bushell, Ross Thomas, Albert Reed
  • Gênero: Drama
  • Duração: 97 min
  • Ano: 2007
  • Data da Estreia: 05/06/2009
  • Cor: Colorido
  • Classificação: Não disponível
  • País: EUA

Eu tenho uma coisa um pouco neurótica com filmes que ainda não assisti, não gosto que me adiantem muitos detalhes. Assim, reproduzi acima a ficha técnica do UOL, que me pareceu bastante “objetiva”. Porém, quem fizer questão de uma resenha legal, a melhor que encontrei no Google foi a deste blog aqui: http://cinemaeaminhapraia.com.br/2009/06/24/de-repente-california-shelter/

Enfim, por hora é isso.

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6 Responses to De passagem

  1. LELLA says:

    Olá! Primeiro grata por também ter gostado do jeito que escrevi sobre o filme! Ter entendido o porque de eu ter começado meio braba 🙂
    Em fóruns no Orkut ainda se vê muitos preconceituosos.

    Depois, deixando um Parabéns pelo seu texto!
    Eu assino embaixo.
    Para mim o usar a escrita para contar sobre algo, deve ser sobretudo prazeiroso.

    Um lindo domingo pra ti!

  2. Sra Urtigão says:

    Primeiro: agradecer a mensagem, aquela…
    Segundo: assim que puder vou assistir…
    Terceiro: o que voce escreveu acima é meio sartreano, não ?
    abraço.

    • Bem, talvez seja. Não tenho tanta familiaridade com a obra dele assim para poder afirmar. Li “O Muro” já há muitos anos, e nada mais. Mas acho que almejo, sim, uma existência mais livre e mais auto-consciente.

  3. Pingback: Esclarecimentos para o momento | O Impressionista

  4. Estranhos essas coincidências que por vezes veem com outras informações nos tirando o foco… Tentando explicar!

    Cadeirante recente, e mais recente ainda voltando a morar sozinha. Com a grana curtíssima, de contar as moedinhas, sou eu que faço tudo na casa, o que muito das vezes, me deixa cansada para mais um tempo sentada, então, enquanto o corpo pede esticá-lo na cama (Não se pode mais andar, né!?), eu me esforço para vir ao computador e escrever um pouco.

    Tem sido assim nos últimos dois anos. Vindo pouco a internet.
    Com dois blogs para administrar, o tempo diminui.
    Já me senti culpada.
    Mas, primeiro que ter um lugar só meu, não tem preço! É bom demais!
    Depois, por aquilo que escreveu. Saber administrar nosso tempo, é tonificante!

    Eu nem ia ligar o pc hoje. Vim mais porque deixei algo pendente. Ao olhar antes, por dentro do blog, vi seu link. Confesso que tinha esquecido de já ter vindo aqui. Mas ao reler seu texto ele foi tão apropriado com minha realidade atual, que mesmo digitando devagar, resolvi deixar esse meu papo loko aqui 🙂

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