Triste e bela canção

Canção tirada de um poema de Louis Aragon, escrito em 1942. Interpretada em 1967 por Françoise Hardy, maso utros cantores a interpretaram, como Aufrey Hughes, Catherine Savage, Danielle Darrieux.

Rien n’est jamais acquis à l’homme, ni sa force,
Ni sa faiblesse, ni son coeur, et, quand il croit
Ouvrir ses bras, son ombre est celle d’une croix,
Et, quand il veut serrer son bonheur, il le broie,
Sa vie est un étrange et douloureux divorce,
Il n’y a pas d’amour heureux.Sa vie, elle ressemble à ces soldats sans armes
Qu’on avait habillés pour un autre destin,
A quoi peut leur servir de se lever matin,
Eux qu’on retrouve au soir, désarmés, incertains,
Dites ces mots, ma vie, et retenez vos larmes,
Il n’y a pas d’amour heureux

Mon bel amour, mon cher amour, ma déchirure,
Je te porte dans moi comme un oiseau blessé,
Et ceux-là, sans savoir, nous regardent passer,
Répétant après moi ces mots que j’ai tressés
Et qui, pour tes grands yeux, tout aussitôt, moururent,
Il n’y a pas d’amour heureux

Le temps d’apprendre à vivre, il est déjà trop tard,
Que pleurent dans la nuit nos coeurs à l’unisson,
Ce qu’il faut de regret pour payer un frisson,
Ce qu’il faut de malheur pour la moindre chanson,
Ce qu’il faut de sanglots pour un air de guitare,
Il n’y a pas d’amour heureux

Nada é concedido ao homem, nem a sua força,
Nem sua fraqueza nem o seu coração, e se ele crê
Abrir seus braços, sua sombra é a de uma cruz,
E se ele quer abraçar sua alegria, ele a esmaga,
Sua vida é um estranho e doloroso divórcio,
Não há amor feliz.Sua vida se parece à desses soldados desarmados
Que tínhamos trajado pr’um destino diferente,
A que lhes pode servir o amanhecer precoce?
A eles, que a noite achou desarmados e perdidos,
Diga isto, minha vida, e contenha as lágrimas:
Não há amor feliz.

Meu lindo amor, querido amor, minha perdição,
Eu carrego você em mim como um pássaro ferido,
E os que, sem saber, nos veem passar,
Repetem comigo estas palavras que tramei,
E que aos seus belos olhos, já estão mortas:
Não há amor feliz.

Ao tempo de aprender a viver, já é tarde demais,
Pois gritam na noite nossos corações em uníssono:
Quanto devo arrepender-me por buscar uma emoção,
Quanto devo sofrer por uma pequena canção,
Quanto devo soluçar para uma ária ao violão.
Não há amor feliz

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