As quatro revelações da vida adulta

Muito necessitado de ajuda que tenho me sentido, tenho buscado também em livros algum amparo que me ajude a organizar meus pensamentos e emoções para que estes se relacionem de modo menos aflitivo. Nesse contexto, a leitura do artigo do qual transcrevo o trecho abaixo me proporcionou grande alívio e prazer:

Imagine uma criança que continuamente recebe regras de sua família do tipo: “não seja desobediente, não grite, não faça isso”, ou então “é horrível quando você faz isso, é muito feio falar alto, o que vão pensar?”. Logicamente, a intenção da família é educar, colocar limites e proteger seu filho por meio desses “comandos”, mas o problema está em que essa criança, além dessas regras, absorve outras tantas da escola e da sociedade de tal forma que, quando adulta, em algumas situações passa a se cobrar excessivamente e basear suas ações apenas naquilo que os outros esperam e não em função de suas percepções e desejos. Saudável seria que durante o processo do desenvolvimento humano as pessoas parassem e se questionassem: “quais dessas crenças e valores realmente me servem e eu desejo mantê-las por serem convenientes e funcionais?” Mas esse exercício de reflexão crítica dificilmente ocorre e observa-se que muitas pessoas sofrem desnecessariamente por se encontrarem presas a esses padrões muito rígidos.

As quatro revelações da vida adulta são na verdade um convite a essa reflexão crítica para que a pessoa conheça pelo menos “quatro verdades” da vida por meio dessa reestruturação cognitiva das áreas mais comuns de sofrimento interno.

• A recompensa nem sempre existe

Quantas vezes as pessoas fazem cobranças aos outros por sentirem que fazem tanto e não são reconhecidas ou até mesmo por sentirem-se injustiçadas, mas não compreendem que esperar recompensa é uma expectativa pessoal e que na maioria das vezes não está explícita ou implicitamente declarada e firmada nos contratos de trabalho, nos “acordos” de relacionamentos interpessoais com chefes, maridos, esposas, filhos etc.

• A razão nem sempre prevalece

Apesar de certas coisas parecerem óbvias, nem sempre as pessoas vão agir da maneira mais coerente e a razão nem sempre prevalece.

• Nem sempre as pessoas vão tentar o máximo e fazer o melhor que podem

As pessoas às vezes esperam que os outros tenham a mesma dedicação e empenho que elas mesmas, ou seja, muitas vezes avaliam o comportamento e desempenho do outro tendo como referência o seu, o que é irracional porque nem sempre as pessoas vão ter o mesmo nível de comprometimento e até de desempenho que o esperado, pois esses critérios são muito individuais. Mas, mesmo assim, algumas pessoas sofrem esperando que os outros se comportem como elas desejariam.

• Não existe um modo único e adequado de atingir as metas

Criar regras e padrões de procedimento pode ser um importante guia ou se transformar numa armadilha, pois uma “programação” é útil para nortear ações mas não pode ser uma “camisa-de-força” que obrigue a pessoa e seus pares a
atingir as metas dentro de um único padrão, o que desmotivaria quem desempenha a tarefa, ameaçando a criatividade e a espontaneidade. E para quem supervisiona um stress também, já que a desmotivação do paciente poderia comprometer os resultados desejados.

(ALCINO, Adriana Batista de, “CRIANDO STRESS COM O PENSAMENTO”, In: LIPP, Marilda Emmanuel Novaes (org.). O Stress está dentro de você, 2. ed., São Paulo: Contexto, 2000, págs. 46-48)

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