E se nada mais tenho dito, é porque o que tenho tido a dizer não passa nos crivos autoimpostos neste blog, desde seu início. Não é que tenha me tornado mais um arenque pescado pela rede social. Não é que tenha desistido, coisa que, de resto, não faria sentido, já que nunca insisti nem consisti nem assisti nem resisti nem persisti, para começar. Vejo-me mais como barco que vai aonde o vento leva, e minhas palavras como conteúdo de uma garrafa que irá ter à praia que as ondas escolherem. Daí que há trechos de calmarias onde nada parece haver de novo no horizonte, entre o céu e o fundo do mar. E daí que há mensagens que não vale a pena atirar às águas. Encontradas e lidas, mais confundiriam do que explicariam. E, bem, quando temos grande dúvida de que nossas palavras possam ser melhores que o silêncio, melhor preferir este e renunciar àquelas. Se não existe liberdade que não pressuponha escolha, tampouco parece haver escolha que não implique renúncia. Assim que renunciar a dizer algo pode ser, enfim, uma afirmação tácita de liberdade.

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One Response to

  1. Dalva Ana Foleto Jorge Patricio says:

    muito bom.

Há espaço para comentários, que só são publicados após dupla moderação, automática e manual. Mensagens ofensivas ou sectárias serão eliminadas automaticamente pelo software, e provavelmente ninguém jamais as lerá, por isso o tempo de escrevê-las é perdido desde o início.

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