8 Formas de a Religião ser Prejudicial

Crédito do vídeo original: Hemant Mehta (http://www.friendlyatheist.com)

Crédito das legendas em português: Canal Charles Darwin do YouTube.

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4 Responses to 8 Formas de a Religião ser Prejudicial

  1. Wilson Almeida says:

    Você tem certeza de que tudo que falou é verdade?
    Pois, se assim for, acabamos de descobrir oito verdades absolutas.
    Você falou muitas verdades. Só que entre elas, muitos equívocos. O principal deles é pronunciar-se com absoluta certeza como se fosse o dono do conhecimento e saber.

    • Prezado Wilson,
      Em primeiro lugar, obrigado pelo seu comentário. Comentários como o seu, objetivos e corteses, são coisas raras, a se elogiar expressamente, nestes dias.
      A postagem contém um vídeo, que não foi produzido nem protagonizado por mim. Atualizei a postagem para veicular os respectivos créditos, coisa que deveria ter feito desde o início: embora a pagina do vídeo no YouTube indique a fonte, não há mal em deixar claro o crédito de um material que foi gentilmente produzido e publicado por outros.
      Não faço essa introdução para me desvincular do conteúdo, pois, de fato, se eu não concordasse com o que nele foi dito, teria de fazer as ressalvas que entendesse cabíveis, ao publicá-lo. Mas seu comentário inclui a expressão “você falou”, e na verdade alguém falou, sim, mas não fui eu. Eu ouvi, concordei naquele momento e resolvi compartilhar o vídeo neste site. Não posso prosseguir sem frisar este ponto, porque, bem, é uma questão de precisão, que é uma coisa com a qual eu me preocupo.
      De modo que passo a responder seu comentário, em consideração à cortesia com que você o fez, e na qualidade de alguém que, embora não seja o emissor das opiniões veiculadas pelo vídeo, enxergou nelas uma expressão suficientemente próxima do próprio pensamento para desejar compartilhá-las. Acredito que isto é coerente com a maneira de agir das pessoas em blogs e redes sociais.
      Dito isso, antes mesmo de entrar nos pontos expressos pelo vídeo, preciso fazer outra grande ressalva no que diz respeito ao que você oportunamente referiu como “verdades absolutas”. Veja, eu assisti novamente a todo o vídeo e pude me certificar de que a expressão “verdade absoluta” não foi usada. Não, veja, eu entendo o que você quis dizer. O autor do vídeo fez afirmações, eu reproduzi esse vídeo e portanto veiculei as mesmas afirmações. Você dá a entender que concorda com algumas, a que chama de “verdades”, e discorda de outras, a que chama “equívocos”. Sim, eu entendi o que você quis dizer. Mas neste terreno, para que não nos percamos, é preciso não perder de vista a seguinte premissa: não há “verdades absolutas”, e usar tal expressão significa enredar-se em problemas que inviabilizam uma conversa útil. Mesmo na Matemática, uma ciência que parece bastante à vontade com o que nossa linguagem poderia chamar de “verdades absolutas”, não há tal coisa; de fato, um capítulo instrutivo da história dessa ciência foi o esforço de vários matemáticos, lógicos e filósofos do início do século XX em, justamente, provar de modo indiscutível que a Matemática era capaz de oferecer respostas a todas as questões colocadas nessa linguagem. As construções de pensadores como Carnap, Cantor, Frege, Hilbert e Russell, de fato, aperfeiçoaram, e muito, o raciocínio matemático. Mas seu objetivo de torná-la uma ciência absoluta não foi alcançado, porque um outro matemático, lógico e filósofo, Kurt Gödel, demonstrou que o próprio método matemático é suficiente e capaz, sim, de provar muitas coisas de modo indiscutível, mas dentre elas, ironicamente, também o fato de que a Matemática só é válida dentro de limites, e não absolutamente. Mas estou me desviando do assunto.
      Conceda, por bondade, deixar de lado a expressão “verdades absolutas” e admitir que há fatos no universo; que uma parte desses fatos pode ser percebida pelos seres humanos por meio seus sentidos; que o ser humano, percebendo-os, pode interpretá-los por meio de sua razão; que, tendo-os interpretado, o ser humano pode afirmar suas interpretações por meio da linguagem. Se as ciências aprenderam algo em sua história (e uma ciência em especial, chamada Epistemologia, dedica-se precisamente a esse problema) é que o próprio conceito de verdade é problemático e inspira cuidados. Verdade absoluta, então, é uma expressão que dificilmente vale a pena usar em qualquer circunstância.
      O que temos, então, é um ser humano – no caso, o Sr. Hemant Mehta, usando a linguagem para afirmar a sua interpretação daquilo que seus sentidos perceberam como um fato.
      Diante dessa peça de linguagem, outro ser humano, no caso, eu, recebe com seus sentidos aquelas palavras, as quais evocam a memória, que é o registro de percepções sensoriais e juízos racionais passados, de interpretações que fiz de fatos, e que correlaciono com as interpretações que o Sr. Hemant Mehta diz ter feito, e penso que correspondem aos mesmos fatos.
      De fato, o Sr. Hemant Mehta expressou-se assertivamente, num tom de quem está bastante certo do que está dizendo. Mas tons e modos de expressão são recursos estilísticos, retóricos, e não conferem ao que é dito um “selo” de verdade. Muitas pessoas, inclusive muitos pregadores religiosos, são hábeis no uso da retórica para convencer as pessoas de que certas afirmações são absolutamente verdadeiras, quando na verdade elas são apenas razoáveis (às vezes nem isso). Não podemos deixar que esse tipo de recurso se misture à mensagem, quando a queremos criticar. E devemos criticar tudo, inclusive as afirmações do Sr. Hemant Mehta, coisa que, aliás, estamos fazendo nesta discussão.
      Vamos encurtar – mas não esquecer – essa longa operação sob o seguinte modo reduzido: o Sr. Hemant Mehta fez oito afirmações, eu as ouvi e concordei com elas, e expressei isso. Você vem e diz que concorda com algumas delas, mas não com outras. Perfeito. Poderíamos ir mais longe e discutir isso de modo a tirar um resultado mais útil – isto é, talvez uma terceira e nova afirmação, que não seja nem a minha original, nem a sua discordante, mas uma afirmação melhor e mais sofisticada que recolha os acertos da primeira, mas evite os erros que causaram a sua discordância, se for o caso. Mas para isso você teria de ter especificado o objeto de sua discordância.
      Enfim, como quer que seja, ao assistir novamente o vídeo, eu procurei tomar nota das oito afirmações, correspondentes a oito maneiras pelas quais o autor do vídeo entende que a Religião seja prejudicial. Estão enumeradas as afirmações textuais feitas no início de cada um dos trechos do vídeo, acrescidas do que foi meu esforço de resumir o que foi dito em seguida a cada título (e que está entre parênteses) que pudesse especificar ou esclarecer a afirmação inicial:
      1. A sua religião é prejudicial se ela ensina que outras pessoas são inferiores ou irão para o inferno (e você se sente autorizado a dar-lhes um tratamento relativamente pior por isso).
      2. A sua religião é prejudicial se ela fica entre você e aqueles que você ama (quando tudo o que essa pessoa faz é não observar o mesmo dogma que você).
      3. A sua religião é prejudicial se ela lhe diz para viver para a próxima vida em vez desta (fazendo algo nesta que só faz sentido por conta de uma contrapartida prometida para a outra).
      4. A sua religião é prejudicial se você está dando muito dinheiro e tempo à igreja (em troca de nada além de contrapartidas místicas).
      5. A sua religião é prejudicial se ela lhe diz para não fazer nada (além de rituais) quando você poderia fazer algo (de prático por si mesmo ou por alguém que você preza).
      6. A sua religião é prejudicial se ela incentiva a desconfiar da realidade (demonstrada pela evidência prática e experimental compreensível e reproduzível).
      7. A sua religião é prejudicial se ela lhe diz que você é um pecador, ou que você é defeituoso (e portanto merecedor de sofrimentos, apenas por ser humano).
      8. A sua religião é prejudicial se ela desencoraja o pensamento crítico (em favor de uma afirmação sem bases, apenas por estar num texto “sagrado”, ser um dogma ou provir de uma autoridade religiosa).
      Caso queira, sinta-se à vontade para dizer com quais dessas afirmações concorda, de quais discorda e por quê. Talvez possamos tirar proveito mútuo ao submeter algo que parecia razoável a críticas fundamentadas.
      Enfim, por hora é isso. Um grande abraço.

  2. Wilson Almeida says:

    Desculpe o equívoco, mas agradeço a resposta gentil e educada.
    Percebi pelas suas colocações um excelente grau de conhecimento acadêmico e raciocínio coerente.
    Quanto a mim, embora tendo formação familiar religiosa, tento ser o mais racional e imparcial possível. Quando usei o termo ” verdades absolutas” foi exatamente referindo-me ao que você comentou em sua resposta,( levar o autor a refletir como comentar), já que “não existe”. Acho que vc entendeu. Foi proposital. Mas, entendi. Concordo com 100% do que ele fala. Vou tentar ser um pouco mais claro.
    Havia assistido o vídeo somente uma vez. E assiste novamente após ter lido seu Comentário. Acho que você tem razão, ele não falou nada de errado. Olha que é difícil pra qualquer pessoa admitir quando comete um erro. Porém, gostaria de tentar expressar o que me fez ter uma reação “defensiva” em meu comentário. Quando ele cita exemplos, parece generalizar. Por exemplo: A bíblia não manda odiar os gays ou lésbicas. Muito menos sentir-se superior ou menospreza-los. O fato de não concordar com a prática não significa odiar a pessoa. E ele passa essa ideia, ou seja, se você não concorda, então vc se julga superior, o que nem sempre é verdade. É como se alguém julgasse o outro por partes e não pelo todo. Se ele apenas citasse o inicio da fala acho que seria perfeito.
    Quando comenta as frases causa uma inquietação, pois, parece de alguma forma culpar a bíblia e o cristianismo pelos erros cometidos pelas pessoas.
    Não sei se estou me fazendo entender. É como se ele me dissesse: Se você crer nisto então você é isto. Sendo mais claro ainda. Sou contra o homossexualismo, no entanto não odeio, nem desejo mal a quem pratica, e muito menos me sinto superior a eles. Frases como: “não tem nada errado comigo”, ( embora se refira ao comentário dele, dá dúbia interpretação, mesmo não tendo a intenção, parece julgar-se superior) ” os religiosos” ( generaliza) ” se a sua religião diz que há algo de errado com as pessoas”. ( passa a ideia de que tudo pode, não há nada de errado com ninguém, o que não é verdade, pois em seu próprio comentário, afirma que há). Quando ele entra em temas doutrinários,( vida pós morte, tema bastante complexo) parece desmerecer a crença das pessoas. É mais fácil, na minha modesta opinião, convencer alguém de que está errado sendo mais amável, e menos agressivo. Como exemplo, cito a sua pessoa. Você foi tão educado comigo que estou tendo a grata satisfação de responder.
    Pois é amigo. volto a afirmar. Acho que a ideia dele é criticar os erros cometidos pelos religiosos que vivem com praticas desumanas, no entanto, acaba passando a ideia de que todos os religiosos são iguais. Eu mesmo, em palestras, falo a mesma coisa de outra forma. Talvez isto tenha me causado certa inquietação, e me levou tecer um comentário precitado. Espero não está aparentemente sendo contraditório quando tento justificar-me. Contudo, lendo a sua resposta, entendi sua ampla capacidade de interpretação.
    Obrigado, por ler meu comentário.
    Um abraço!

    • Entendo seu ponto de vista, porém me sinto obrigado a fazer um questionamento. Qual o sentido de “ser contra” algo que não é uma questão de gosto, escolha ou opinião, mas de biologia? Qual o sentido de “ser contra” diante de um determinado tom de pele, de uma determinada estatura, do uso da mão esquerda para a escrita, deste ou daquele timbre de voz, deste ou daquele sotaque, desta ou daquela maneira de vestir-se ou pentear-se, e outras características que se colocam para cada indivíduo por determinismo biológico ou por escolha individual, e que são absolutamente irrelevantes na configuração da dignidade do indivíduo ou de sua funcionalidade social?
      Mas isso não é tudo. Qual a dimensão tomada por esse “ser contra” quando assumido por um discurso político-ideológico ou por um discurso religioso? Ainda que nenhum dos enunciadores desse discurso jamais pratique ele mesmo um único comportamento discriminatório efetivo, uma posição política discriminatória é colocada. E quando uma posição política discriminatória é colocada, ela faz pressão contra uma barreira de proteção ao indivíduo que veio sendo construída a muito custo ao longo do desenrolar da história, contra uma barreira que não interessa a ninguém, enquanto ser humano, derrubar. Interessa, claro, aos políticos com aspirações mesquinhas ao poder a qualquer custo. Interessou a um certo político alemão dessa laia fazer a população acreditar que a culpa das desgraças causadas por cinquenta anos de ações políticas equivocadas (uma guerra mundial no pacote) podia ser depositada sobre uma minoria que pudesse ser estereotipada e atacada. Era mentira – mas uma mentira que calhava muito convenientemente a uma sociedade frustrada. O tamanho da tragédia resultante, todos conhecemos. O que relutamos a admitir é que seja apenas um caso extremo de uma maldade muito mais comum: a discriminação deliberada, promovida e ideologizada em nome de projetos hegemônicos de poder.
      Dito de outro modo, com mais leveza: há coisas que algumas pessoas fazem, e que outras não têm vontade de fazer, tais como tatuagens, piercings, penteados, dietas, exercícios físicos, assistir programas dominicais na TV aberta, etc. O limite do “ser contra” qualquer destas coisas, nesse caso, é simplesmente não fazê-las. Há outras coisas que são imposições biológicas, tais como respirar, beber água, comer, ir ao banheiro, etc. Em relação a estas, sequer isto é possível. Quer dizer, em que posição eu me coloco se disser que “sou contra” respirar?
      A homossexualidade – você pode até chamar de homossexualismo, se quiser, mas devo avisar que esse termo tem uma conotação patológica que já foi deserdada há mais de vinte anos pelas mais importantes organizações psiquiátricas e médicas mundiais; queira ou não, a linguagem evoluiu e a prática determinou a preferência pelo vocábulo terminado em “-ade”, e somente quem está entrincheirado numa posição de intolerância continua a usar a outra palavra de propósito – ocupa um espaço entre essas duas posições. Como qualquer outra orientação sexual, no que diz respeito ao impulso, ou seja, ao tipo de atração a que a pessoa está sujeita, ela é tão inevitável e biológica quanto respirar. No que diz respeito à prática da afetividade, é claro que as pessoas têm controle sobre isso e podem decidir não fazê-lo, reprimindo os próprios sentimentos e impulsos. Mas por quê deveriam fazê-lo, já que isso não interessa a nenhum terceiro? Só consigo aceitar motivos que sejam do desejo livre e não coagido da própria pessoa. Por exemplo: é a regra geral do catolicismo que padres devam permanecer celibatários. Alguém que deseje ser padre sabe disso, e aceita essa regra de livre e espontânea vontade, já que ninguém é obrigado a ser padre. Se essa pessoa experimentar sofrimento por reprimir seus impulsos, isso é por vontade própria, e se pode voltar atrás a qualquer momento. Eu respeito a vontade da pessoa, embora seja um tanto quanto cético sobre se essa é uma regra sábia, ou sobre se a adesão a ela é realmente praticada. Mas isso não é um problema meu em nenhuma medida, então não me cabe “ser contra” o celibato clerical.
      No mais, já está comprovado que é uma combinação de fatores biológicos e ambientais absolutamente avessa ao controle das pessoas que determina a homossexualidade em uma parcela estimada em uma parcela expressiva da população (os números falam em de 5 a 20%, e não é surpresa que sejam maiores em sociedades mais liberais, já que as pessoas sentem menos pressão para mentir). Já está comprovado que essas pessoas não apresentam nenhuma diminuição em seus atributos e capacidades, que podem ser filhos, irmãos, pais (sim, pais), empregados, patrões, etc. tão bons quanto as outras pessoas. Já está comprovado que pais heterossexuais convictos podem ter filhos homossexuais, de modo que não é simplesmente uma herança genética (isso é importante porque toda pessoa que decide ter um filho deveria saber que por mais que não o deseje, pode ter um filho homossexual, e deverá aceitá-lo). E já está comprovado que os casos mais doentios e intratáveis de homofobia estão fortemente relacionados à não aceitação da descoberta de si próprio como homossexual, sendo a violência nascida do ódio por si mesmo e projetada no outro, no homossexual em quem a psique perturbada dessas pessoas enxerga aquilo que gostaria de destruir em si mesmo.
      Diante disso, por que não aceitarmos a diversidade da natureza em geral e da natureza humana em particular, em tudo aquilo que ela pode nos oferecer que não conflita com a dignidade humana, antes a enriquece com suas possibilidades várias, e apenas “sermos contra” aquilo que realmente, por um nexo causal racionalmente aferível, nos diminui como espécie, como sociedade e como indivíduo? Coisas evidentemente ruins como a concentração de riqueza (1% dos homens possuindo mais que os outros 99%), a poluição e a degradação ambiental, a falta de acesso universal a saneamento, a tratamentos de saúde e à educação; como o nacionalismo, o sectarismo e qualquer outra forma de fanatismo desejante de dominação, vingança ou guerra; como a ideologia petrificada, como as cartilhas políticas e religiosas, e qualquer outro pensamento dogmático, incapaz de criticar a si mesmo, muito menos de acolher e amar de modo incondicional…
      Eu sei, não posso obrigar ninguém. Nem quero. Você pode dizer que eu sou um sonhador, mas não sou o único. Talvez um dia você se junte a nós, e o mundo… Não sei se será como “um só”, como escreveu John Lennon. Talvez isso seja pedir demais de nossa pobre natureza humana. Mas que será melhor do que isto que temos hoje à nossa volta, ah, isso eu tenho certeza de que será. Ou seria. Não sei. Não sou capaz de prever o futuro.

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