Auto-engano

Eu sou um mosaico de medos,

Mas isso é segredo.

É preciso amoldar-me ao mundo.

Aqui, na ânsia de ser aceito,

Releva-se a poesia emoldurada do que se é

E sublima-se a aparência do que se quer.

Preciso esconder a arte rebuscada dos medos

E exibir a máscara medíocre De minhas falsas certezas.

Quantos incautos crerão Em minha fortaleza interior?

E assim também eu perco a arte do humano.

Finjo perene coragem

E, em alto estilo,

Dissimulo o meu auto-engano.

Nara Rúbia Ribeiro

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