Ausente

Ausente deste blog, não sem sentimento de culpa, estou por aí. Muito trabalho toma-me o tempo, muito calor toma-me a disposição. Em meu entorno, o mundo gira (“e a Lusitana roda”) e coisas seguem acontecendo, boas e ruins, certamente, meu olhar distímico enfatizando as ruins, para meu próprio desespero. Impressões sobre elas? Tenho-as, claro, mas nada que por tão extraordinário valha a pena compartilhar. E tento praticar o filtro contra impressões de que a negatividade seja o traço dominante.

Sobre rolezinhos: shopping-centers são espaços públicos encerrados em prédios, com um limite prático de lotação além do qual torna-se impossível proteger as pessoas que nele circulam e os bens que nele se vendem das ações ilegais e danosas de um grupo de, digamos, dez malfeitores, ainda que as outras duas mil pessoas sejam perfeitamente bem-intencionadas. Isto dito, o bom senso ordenaria que os proprietários dos shoppings e as pessoas que desejam frequentá-los negociassem em torno de uma limitação para a dimensão dos encontros coletivos, em prol da segurança e do bem-estar de todos. Só isso. Todo o resto é fascismo, preconceito racial e social, histeria coletiva e pretexto para comunicadores sem-noção ficarem propagando bobagens.

Sobre o beijo (recuso-me a rotulá-lo): foi bonito, apesar de mais comedido que a média dos beijos novelísticos. Na minha rua houve gritaria comemorativa como se um time popular houvesse marcado um gol. Achei bonito, achei necessário, fiquei feliz.

Hmm, que mais? Descobri uma peça bonita que não conhecia, o Concerto para Harpa em Lá maior, de Karl Ditters von Dittersdorf:

Enfim, por enquanto é isso.

“A liberdade está…”

Queria dar continuidade ao meu texto anterior, mas tudo que encontrei até o momento foi o vídeo abaixo. Ele se baseia em inúmeros pontos que podem e devem ser discutidos, claro. Mas, em linhas gerais, aproxima-se do que penso.