Auto-engano

Eu sou um mosaico de medos,

Mas isso é segredo.

É preciso amoldar-me ao mundo.

Aqui, na ânsia de ser aceito,

Releva-se a poesia emoldurada do que se é

E sublima-se a aparência do que se quer.

Preciso esconder a arte rebuscada dos medos

E exibir a máscara medíocre De minhas falsas certezas.

Quantos incautos crerão Em minha fortaleza interior?

E assim também eu perco a arte do humano.

Finjo perene coragem

E, em alto estilo,

Dissimulo o meu auto-engano.

Nara Rúbia Ribeiro

Todas as vidas

Vive dentro de mim

uma cabocla velha

de mau olhado, acocorada ao pé do borralho,
olhando para o fogo.
Benze quebranto.
Bota feitiço…
Ogum. Orixá.
macumba, ferreiro.
Ogã, pai-de-santo…

 Vive dentro de mim

a lavadeira do Rio Vermelho,
seu cheiro gostoso
d’água e sabão.
Rodilhada de pano.
Trouxa de roupa,
pedra de anil.
Sua coroa verde de são-caetano.

 Vive dentro de mim

a mulher cozinheira.
Pimenta e cebola.
Quitute bem feito.
Panela de barro.
Taipa de lenha.
Cozinha antiga
toda pretinha.
Bem cacheada de picumã.
Pedra pontuda.
Cumbuco de coco.
Pisando alho-sal.

 Vive dentro de mim

a mulher do povo.
Bem proletária.
Bem linguaruda,
desabusada, sem preconceitos,
de casca-grossa,
de chinelinha,
e filharada.

 Vive dentro de mim

a mulher roceira.
Enxerto da terra,
meio casmurra.
Trabalhadeira.
Madrugadeira.
Analfabeta.
De pé no chão.
Bem parideira.
Bem criadeira.
Seus doze filhos.
Seus vinte netos.

 Vive dentro de mim

a mulher da vida.
Minha irmãzinha…
Fingindo alegre seu triste fado.

 Todas as vidas dentro de mim:

Na minha vida –
a vida mera das obscuras.

Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, nasceu em 20 de agosto de 1889 na Cidade de Goiás (GO). Começou a escrever muito jovem, porém só publicou o seu primeiro livro – Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais –  aos 76 anos de idade. Considerada uma das principais escritoras brasileiras, Cora Coralina foi uma mulher simples, doceira de profissão, mãe de 6 filhos. Vivendo longe dos grandes centros urbanos produziu uma obra rica em motivos do cotidiano brasileiro, mais precisamente dos becos e ruas da Cidade de Goiás.

Queremos saber

Queremos saber,
O que vão fazer
Com as novas invenções
Queremos notícia mais séria
Sobre a descoberta da antimatéria
e suas implicações
Na emancipação do homem
Das grandes populações
Homens pobres das cidades
Das estepes dos sertões.

Queremos saber,
Quando vamos ter
Raio laser mais barato
Queremos, de fato, um relato
Retrato mais sério do mistério da luz
Luz do disco voador
Pra iluminação do homem
Tão carente, sofredor
Tão perdido na distância
Da morada do senhor.

Queremos saber,
Queremos viver
Confiantes no futuro
Por isso se faz necessário prever
Qual o itinerário da ilusão
A ilusão do poder
Pois se foi permitido ao homem
Tantas coisas conhecer
É melhor que todos saibam
O que pode acontecer.

Queremos saber, queremos saber
Queremos saber, todos queremos saber.

Congresso Internacional do Medo *

Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio porque esse não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte,
depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.

Carlos Drummond de Andrade in ‘Sentimento do Mundo’ (Editora Record)

Publicado primeiro em 1001 Livros Brasileiros Para Ler Antes de Morrer, lindo blog do qual me tornei seguidor e recomendo aos amigos que também o façam.

Memória cultural brasileira

Eu me policio sempre para que não saiam da minha boca coisas como “antigamente a (insira aqui a manifestação cultural de sua preferência) era boa, hoje é uma porcaria”. Eu acredito que o que existe é a prova do tempo, que faz com que nos lembremos das coisas boas de antigamente e esqueçamos as ruins. Creio que em toda a época se produziram textos, músicas, filmes, peças, etc. irrelevantes, superficiais, e mesmo ruins sem escapatória do termo. Em todo presente (o de hoje e os de ontem), o bom e o ruim nos chegam misturados, e a mistura por si mesma é uma cacofonia de que não gostamos. O saudosismo é uma reação compreensível, mas estatisticamente enviesada, portanto.

E, mesmo pensando assim, há coisas que me fazem tremer nas bases e imaginar por um momento que houve, realmente, picos dos quais vimos rolando morro abaixo até o presente. De qualquer forma, acho que a reunião de gênios abaixo foi um ponto fora da curva média e um momento histórico da cultura deste país. Sou muito grato ao internauta que tentou recompor o programa televisivo original, um dos últimos de uma série chamada “Chico & Caetano”, produzida e transmitida pela Rede Globo em 1986 quando, já dispensada de bater continência aos generais, talvez lá alguém tenha se sentido compelido por alguma espécie de remorso a dar espaço aos artistas que antes se havia tão injustamente ignorado.

Tudo é emocionante, mas ainda mais me arrepiei após a entrada em cena de Mercedes Sosa, cuja voz poderosa, mais seus tambores tucumanos, conjuram as magias necessárias para que, depois, em apoteose, o quinteto entregue “Volver a los 17”, canção pulsante para os lindos versos de Violeta Parra. Chile, Argentina e Brasil, sangue misturado ao verter-se sob o tacão das ditaduras, mas unidos e irmanados também pela luz brilhante de verso e canção, e que pena que não por outras formas e forças comuns…

Desfrutai, e não vos esqueçais de que já houve tais momentos ricos e belos na história cultural desse nosso país, de outros muitos modos tão irremediavelmente pobre.

Estas são as canções em castelhano que se iniciam em 14:24 do vídeo

Venganza (“Galopa Murrieta”)

(Pablo Neruda / Manuel Picón)

¿Donde está el atrevido jinete?
vengando a su pueblo y su gente
¿Donde esta el solitario insurgente,
al que ayer lo oculto su vestuario?
¿Donde esta su caballo y su rayo?
¿Donde asechan sus ojos ardientes?

CORO: Galopa, galopa

Lo dice la arena que traigo
la sangre de los desdichados

Galopa, galopa

Lo dice la luna que ahí va la venganza
en esta montura
Va certero y seguro este rayo
Vengando en la noche a los suyos
Sin bandera, sin ley, sin destino,
solo tiene un dolor asesino
Hay nocturno chileno distante
azotado por daño incesante

REPETIR CORO

Hay nocturno chileno distante
azotado por daño incesante

Galopa, galopa

Lo dice la arena que traigo
la sangre de los desdichados
Hay nocturno chileno y distante
azotado por rayo incesante

Galopa, galopa

Lo dice la luna que ahí va
la venganza en esa montura
Hay nocturno chileno y distante
azotado por daño incesante
Hay nocturno chileno y distante
azotado por daño incesante

Galopa, galopa galopa, galopa

Hay nocturno…

Un Son para Portinari

(Inti-Illimani)

Para Candido Portinari
La miel y el ron
Y una guitarra de azucar
Y una cancion
Y un corazon
Para Candido Portinari
Buenos aires y un Bandoneon

Ay, esta noche se puede
Se puede
Ay, esta noche se puede
Se puede
Se puede cantar un son

Sueña y fulgura
Un hombre de mano dura
Hecho de sangre y pintura
Grita en la tela
Sueña y fulgura
Su sangre de mano dura
Sueña y fulgura
Como tallado en candela
Sueña y fulgura
Como una estrella en la altura
Sueña y fulgura
Como una chispa que vuela
Sueña y fulgura

Asi, con su mano dura
Hecho de sangre y pintura
Sobre la tela
Sueña y fulgura
Un hombre de mano dura

Portinari lo desvela
Y el roto pecho le cura

Volver a los 17

(Violeta Parra)

Volver a los diecisiete después de vivir un siglo
Es como descifrar signos sin ser sabio competente
Volver a ser de repente tan frágil como un segundo
Volver a sentir profundo como un niño frente a Dios

Eso es lo que siento yo en este instante fecundo

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay sí, sí, sí

Mi paso retrocedido cuando el de usted es avance
El arca de las alianzas ha penetrado en mi nido
Con todo su colorido se ha paseado por mis venas
Y hasta la dura cadena con que nos ata el destino
Es como un diamante fino que alumbra mi alma serena

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay sí, sí, sí

Lo que puede el sentimiento no lo ha podido el saber
Ni el más claro proceder, ni el más ancho pensamiento
Todo lo cambia al momento cual mago condescendiente
Nos aleja dulcemente de rencores y violencias
Solo el amor con su ciencia nos vuelve tan inocentes

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay sí, sí, sí

El amor es torbellino de pureza original
Hasta el feroz animal susurra su dulce trino
Detiene a los peregrinos, libera a los prisioneros
El amor con sus esmeros al viejo lo vuelve niño
Y al malo sólo el cariño lo vuelve puro y sincero

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay sí, sí, sí.

Saudades

2014-10-08 19.55.11-1“Gatos não morrem de verdade:
eles apenas se reintegram
no ronronar da eternidade.

Gatos jamais morrem de fato:
suas almas saem de fininho
atrás de alguma alma de rato.

Gatos não morrem: sua fictícia
morte não passa de uma forma
mais refinada de preguiça.

Gatos não morrem: rumo a um nível
mais alto é que eles, galho a galho,
sobem numa árvore invisível.

Gatos não morrem: mais preciso
– se somem – é dizer que foram
rasgar sofás no paraíso

e dormirão lá, depois do ônus
de sete bem vividas vidas,
seus sete merecidos sonos.”

(Nelson Ascher, “Elegiazinha”)

Para Tulipa (?.?.1996 – 30.03.2016)

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Je t’aime avec ma peau


Mireille Mathieu

La liberté c’était ma vie
C’était aussi ma solitude.
On s’est aimés je t’ai suivi
J’ai partagé tes habitudes.

C’est difficile un grand amour
Il y a des heures d’incertitude.
La jalousie nous tourne autour
Et j’ai perdu ma solitude.

Je t’aime avec mon cœur
Je t’aime avec ma peau
Je t’aime avec ma peur
C’est vrai, je t’aime trop.

Je t’aime avec ma peine
Cachée au fond de moi
Je t’aime avec ma haine
Qu’un jour tu connaîtras

Je t’aime avec mon cœur
Je t’aime avec ma peau
Je t’aime avec ma peur
C’est vrai je t’aime trop

Le diable et le Bon Dieu
Peuvent dormir tranquilles
L’enfer c’est d’être deux
Et le ciel est fragile

Toi le bonheur t’ennuie déjà
Tu veux gagner d’autres batailles
Tu es déjà trop sûr de moi
L’amour n’est rien qu’un feu de paille.

Tes yeux sont gris quand tu t’ennuie
Tu me regardes avec tendresse
Mais je dors seule avec la nuit
Et j’ai besoin de tes caresses

A liberdade, essa era minha vida,
Essa era também minha solidão.
Fizemos amor, eu te segui,
Compartilhei dos seus costumes.

Um grande amor é difícil,
Tem horas de incerteza.
O ciúme transforma nosso entorno,
E minha solidão está perdida.

Te amo com meu coração
Te amo com minha pele
Te amo com meu medo
Verdade, te amo demais.

Te amo com minha dor
Escondida no fundo de mim
Te amo com meu ódio
Que um dia você conhecerá.

Te amo com meu coração
Te amo com minha pele
Te amo com meu medo
Verdade, te amo demais.

O diabo e o bom Deus
podem dormir tranquilos,
o inferno é sermos dois,
e o céu é efêmero.

Você já se cansou da felicidade
Você quer ganhar outras batalhas
Você já está muito seguro de mim
O amor não é mais que um fogo de palha

Seus olhos ficam cinzas ao se aborrecer
Você me fita com ternura
Mas eu durmo só quando a noite chega
E eu tenho necessidade de teus carinhos.

Onde foram parar as flores?

Sag mir, wo die Blumen sind ou, em inglês originalmente, Where Have All the Flowers Gone, é uma das mais conhecidas cações anti-guerra. Foi escrita em 1955 pelo compositor estadunidense Pete Seeger.

Sag mir wo die Blumen sind,
wo sind sie geblieben?
Sag mir wo die Blumen sind,
was ist geschehen?
Sag mir wo die Blumen sind.
Mädchen pflückten sie geschwind.
Wann wird man je verstehen,
wann wird man je verstehen?

Sag mir wo die Mädchen sind,
wo sind sie geblieben?
Sag mir wo die Mädchen sind,
was ist geschehen?
Sag mir wo die Mädchen sind,
Männer nahmen sie geschwind.
Wann wird man je verstehen?
Wann wird man je verstehen?

Sag mir wo die Männer sind
wo sind sie geblieben?
Sag mir wo die Männer sind,
was ist geschehen?
Sag mir wo die Männer sind.
Zogen fort, der Krieg beginnt.
Wann wird man je verstehen?
Wann wird man je verstehen?

Sag wo die Soldaten sind,
wo sind sie geblieben?
Sag wo die Soldaten sind,
was ist geschehen?
Sag wo die Soldaten sind.
Über Gräben weht der Wind
Wann wird man je verstehen?
Wann wird man je verstehen?

Sag mir wo die Gräber sind,
wo sind sie geblieben?
Sag mir wo die Gräber sind,
was ist geschehen?
Sag mir wo die Gräber sind.
Blumen blüh’n im Sommerwind.
Wann wird man je verstehen?
Wann wird man je verstehen?

Sag mir wo die Blumen sind,
wo sind sie geblieben?
Sag mir wo die Blumen sind,
was ist geschehen?
Sag mir wo die Blumen sind,
Mädchen pflückten sie geschwind.
Wann wird man je verstehen?
Wann wird man je verstehen?

Diga-me onde estão as flores,
onde elas foram parar?
Diga-me onde estão as flores,
o que aconteceu?
Diga-me onde estão as flores.
As moças as colheram depressa.
Quando a gente vai entender,
quando a gente vai entender?

Diga-me onde estão as moças,
onde elas foram parar?
Diga-me onde estão as moças,
o que aconteceu?
Diga-me onde estão as moças,
Os homens as levaram depressa.
Quando a gente vai entender,
quando a gente vai entender?

Diga-me onde estão os homens,
onde eles foram parar?
Diga-me onde estão os homens,
o que aconteceu?
Diga-me onde estão os homens.
para longe, a guerra começou.
Quando a gente vai entender,
quando a gente vai entender?

Diga-me onde os soldados estão
onde eles foram parar?
Diga-me onde os soldados estão
o que aconteceu?
Diga-me onde os soldados estão.
Sobre as sepulturas sopra o vento.
Quando a gente vai entender,
quando a gente vai entender?

Diga-me onde estão as sepulturas,
onde estão eles?
Diga-me onde estão as sepulturas,
o que aconteceu?
Diga-me onde estão as sepulturas.
Flores desabrocham à brisa de verão.
Quando a gente vai entender,
quando a gente vai entender?

Diga-me onde estão as flores,
onde elas forarm parar?
Diga-me onde estão as flores,
o que aconteceu?
Diga-me onde estão as flores.
As moças as colheram depressa.
Quando a gente vai entender,
quando a gente vai entender?

O Trenzinho do Caipira

Música de Heitor Villa-Lobos

Letra de Ferreira Gullar

Adaptação de Edu Lobo

Atenção: o áudio só começa aos 0:53 de exibição. É normal.

No meio do caminho

Ozymandias (por Percy Bysshe Shelley)

“Ozymandias” é um conhecido soneto de Percy Bysshe Shelley, publicado em 1818. Provavelmente o poema mais famoso de Shelley, foi escrito para competir com um amigo, Horace Smith, que escreveu outro soneto intitulado “Ozymandias”. Além do poder de seus temas e imagens, o poema é conhecido por virtuosa dicção. O esquema de rimas é incomum e cria um efeito sinuoso e entrelaçado.
Foi escrito em dezembro de 1817 e publicado no Examiner de 11 de janeiro de 1818 e republicado em Rosalind and Helen volume de 1819. Shelley utiliza a imagem de uma estátua de Ozymandias (apelido grego do faraó Ramsés II) para descrever temas como a arrogância, a transitoriedade do poder, a permanência da arte e a relação entre artista e sua obra.
Texto original:

I met a traveller from an antique land
Who said:—Two vast and trunkless legs of stone
Stand in the desert. Near them on the sand,
Half sunk, a shatter’d visage lies, whose frown
And wrinkled lip and sneer of cold command
Tell that its sculptor well those passions read
Which yet survive, stamp’d on these lifeless things,
The hand that mock’d them and the heart that fed.
And on the pedestal these words appear:
“My name is Ozymandias, king of kings:
Look on my works, ye mighty, and despair!”
Nothing beside remains: round the decay
Of that colossal wreck, boundless and bare,
The lone and level sands stretch far away.

Tradução

Eu encontrei um viajante de uma antiga terra
Que disse:—Duas imensas e destroncadas pernas de pedra
Erguem-se no deserto. Perto delas na areia
Meio enterrada, jaz uma viseira despedaçada, cuja fronte
E lábio enrugado e sorriso de frio comando
Dizem que seu escultor bem suas paixões leu
Que ainda sobrevivem, estampadas nessas coisas inertes,
A mão que os escarneceu e o coração que os alimentou.
E no pedestal aparecem estas palavras:
“Meu nome é Ozymandias, rei dos reis:
Contemplem as minhas obras, ó poderosos, e desesperai-vos!”
Nada mais resta: em redor a decadência
Daquele destroço colossal, sem limite e vazio
As areias solitárias e planas espalham-se para longe.

Fonte: Wikipedia

Imagem de Ramsés II que inspirou o poema de Shelley.