A arte…

A arte livra-nos ilusoriamente da sordidez de sermos. Enquanto sentimos os males e as injúrias de Hamlet, príncipe da Dinamarca, não sentimos os nossos — vis porque são nossos e vis porque são vis.

O amor, o sono, as drogas e intoxicantes, são formas elementares da arte, ou, antes, de produzir o mesmo efeito que ela. Mas amor, sono, e drogas tem cada um a sua desilusão. O amor farta ou desilude. Do sono desperta-se, e, quando se dormiu, não se viveu. As drogas pagam-se com a ruína de aquele mesmo físico que serviram de estimular. Mas na arte não há desilusão porque a ilusão foi admitida desde o princípio. Da arte não há despertar, porque nela não dormimos, embora sonhássemos. Na arte não há tributo ou multa que paguemos por ter gozado dela.

O prazer que ela nos oferece, como em certo modo não é nosso, não temos nós que pagá-lo ou que arrepender-nos dele.

Por arte entende-se tudo que nos delicia sem que seja nosso — o rasto da passagem, o sorriso dado a outrem, o poente, o poema, o universo objectivo.

Possuir é perder. Sentir sem possuir é guardar, porque é extrair de uma coisa a sua essência.

Livro do Desassossego por Bernardo Soares. Vol.II. Fernando Pessoa. (Recolha e transcrição dos textos de Maria Aliete Galhoz e Teresa Sobral Cunha. Prefácio e Organização de Jacinto do Prado Coelho.) Lisboa: Ática, 1982. pág. 518.

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In a Heartbeat – numa batida do coração

Adorável!

Mães, sejam essa mãe.

Está correndo pela internet, e logo vai sumir na multidão. Como me emocionei muito, vou colar aqui nisso que tende a se tornar um álbum de recordações virtual… Algum dia, eu não sei quando, os jovens talvez não tenham que passar por isso. Nem pedir desculpas por isso. Nem ficar com medo de não ter esse acolhimento, nem ficar arrasados quando ele não acontecer. Porque, sabe, nem sempre acontece. E só quem torceu para que fosse assim, e não foi, sabe como é o desastre interno, a vontade de fugir, sumir, morrer… Alguns morrem mesmo, há até um belo filme baseado em fatos reais sobre isso. Alguns não morrem por um triz e ninguém nunca fica sabendo o quanto quase custou tanto orgulho. Mães (e pais, claro), sejam essa mãe. Não ser só causa dor.

8 Formas de a Religião ser Prejudicial

Crédito do vídeo original: Hemant Mehta (http://www.friendlyatheist.com)

Crédito das legendas em português: Canal Charles Darwin do YouTube.

Afinal, o que há dentro do armário?

Entrevista com Tenzin Wangyal Rinpoche

Ausente

Ausente deste blog, não sem sentimento de culpa, estou por aí. Muito trabalho toma-me o tempo, muito calor toma-me a disposição. Em meu entorno, o mundo gira (“e a Lusitana roda”) e coisas seguem acontecendo, boas e ruins, certamente, meu olhar distímico enfatizando as ruins, para meu próprio desespero. Impressões sobre elas? Tenho-as, claro, mas nada que por tão extraordinário valha a pena compartilhar. E tento praticar o filtro contra impressões de que a negatividade seja o traço dominante.

Sobre rolezinhos: shopping-centers são espaços públicos encerrados em prédios, com um limite prático de lotação além do qual torna-se impossível proteger as pessoas que nele circulam e os bens que nele se vendem das ações ilegais e danosas de um grupo de, digamos, dez malfeitores, ainda que as outras duas mil pessoas sejam perfeitamente bem-intencionadas. Isto dito, o bom senso ordenaria que os proprietários dos shoppings e as pessoas que desejam frequentá-los negociassem em torno de uma limitação para a dimensão dos encontros coletivos, em prol da segurança e do bem-estar de todos. Só isso. Todo o resto é fascismo, preconceito racial e social, histeria coletiva e pretexto para comunicadores sem-noção ficarem propagando bobagens.

Sobre o beijo (recuso-me a rotulá-lo): foi bonito, apesar de mais comedido que a média dos beijos novelísticos. Na minha rua houve gritaria comemorativa como se um time popular houvesse marcado um gol. Achei bonito, achei necessário, fiquei feliz.

Hmm, que mais? Descobri uma peça bonita que não conhecia, o Concerto para Harpa em Lá maior, de Karl Ditters von Dittersdorf:

Enfim, por enquanto é isso.

Mensagem da ONU

Há legendas em português disponíveis.

Com os muitos devidos agradecimentos ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos

Leaving on a Jet Plane

(com John Denver e “Mama” Cass Elliot)

All my bags are packed
I’m ready to go
I’m standing here outside your door
I hate to wake you up to say goodbye
But the dawn is breaking, it’s early morn’
the taxi ‘s waiting, he’s blowing his horn,
Already I’m so lonesome I could die
So kiss me and smile for me
tell me that you’ll wait for me
hold me like you’ll never let me go
‘Cause I’m leaving on a jetplane,
don’t know when I’ll be back again,
oh babe I hate to go
I hate to go…
There’s so many times I’ve let you down
so many times I’ve played around
but now you know that they don’t mean a thing
Every place I go, I’ll think of you
Every song I sing, I’ll sing for you
When I come back I’ll wear your weddingring
So kiss me and smile for me
tell me that you’ll wait for me
hold me like you’ll never let me go
I’m leaving on a jetplane
don’t know when I’ll be back again
Oh babe, I hate to go
I hate to go…
Now the time has come to leave you
one more time, let me kiss you
close your eyes and I’ll be on my way
Dream about the days to come
when I won’t have to leave alone,
about the times when I won’t have to say…
So kiss me and smile for me
tell me that you’ll wait for me
hold me like you’ll never let me go
I’m leaving on a jetplane,
don’t know when I’ll be back again,
oh babe I hate to go
I hate to go…
Todas as minhas malas estão feitas,
Estou pronto para ir
Estou aqui de pé, do lado de fora da sua porta
Detesto ter que te acordar para dizer adeus
Mas o dia está amanhecendo, já está claro
O táxi está esperando, ele está buzinando
Já me sinto tão só que poderia morrer
Então me beije e sorria para mim
Diga-me que você irá esperar por mim
Abrace-me como se você nunca fosse me deixar ir
Porque eu estou partindo num avião a jato
Não sei quando eu estarei de volta novamente
Oh meu bem, eu odeio ir
Eu odeio ir
Houve tantas vezes em que te deixei pra baixo
Tantas vezes em que eu brinquei com você
Mas agora você sabe que elas não significaram nada
Todo lugar que eu for, vou pensar em você
Toda música que eu cantar, cantarei para você
Quando eu voltar, eu usarei o seu anel de casamento
Então me beije e sorria para mim
Diga-me que você irá esperar por mim
Abrace-me como se você nunca fosse me deixar ir
Porque eu estou partindo num avião a jato
Não sei quando eu estarei de volta novamente
Oh meu bem, eu odeio ir
Eu odeio ir
Agora veio o tempo em que eu terei que te deixar
Mais uma vez, deixe-me beijar você
E feche os seus olhos e eu estarei no meu caminho
Sonhe com os dias que virão
Quando eu não terei que te deixar sozinho
Com as vezes em que eu não terei que dizer…
Então me beije e sorria para mim
Diga-me que você irá esperar por mim
Abrace-me como se você nunca fosse me deixar ir
Porque eu estou partindo num avião a jato
Não sei quando eu estarei de volta novamente
Oh meu bem, eu odeio ir
Eu odeio ir

It’s getting better


(“Mama” Cass Elliott)

Once I believed that when love came to me
It would come with rockets, bells and poetry
But with me and you it just started quietly and grew
And believe it or not
Now there’s something groovy and good
About whatever we got

And it’s getting better
Growing stronger, warm and wilder
Getting better everyday, better everyday

I don’t feel all turned on and starry-eyed
I just feel a sweet contentment deep inside
Holding you at night just seems kind of natural and right
And it’s not hard to see
That it isn’t half of what it’s gonna turn out to be

Cause it’s getting better
Growing stronger, warm and wilder
Getting better everyday, better everyday

Ba da da da da da da da da da da da

And I don’t mind waitin’, I don’t mind waitin’
‘Cause no matter how long it takes
The two of us know

That it’s getting better
Growing stronger, warm and wilder
Getting better everyday, better everyday

Getting better everyday (7x)

Uma vez pensei que quando o amor chegasse
Ele viria com fogos, sinos e poesia
Mas entre eu e você, começou quieto e cresceu
E acredite ou não
Agora há algo especial e bom
A respeito do que quer que tenhamos

E está ficando melhor
Ficando mais forte, aconchegante e festivo
Ficando melhor todo dia, melhor a cada dia

Não me sinto todo aceso, de olhos esbugalhados
Só sinto um doce contentamento bem lá no fundo
Abraçar você à noite parece bem natural e certo
E não é difícil de ver
Que isso ainda não é metade do que virá a ser

Porque está ficando melhor
Ficando mais forte, aconchegante e festivo
Ficando melhor todo dia, melhor a cada dia

Ba da da da da da da da da da da da

E eu não ligo de esperar, não ligo de esperar
Porque não importa o quanto demore
Nós dois sabemos

Que está ficando melhor
Ficando mais forte, aconchegante e festivo
Ficando melhor todo dia, melhor a cada dia

Ficando melhor a cada dia (7x)

Cent Mille Chansons


(Frida Boccara)

Il y aura cent mille chansons
Quand viendra le temps des cent mille saisons
Cent mille amoureux
Pareils à nous deux
Dans le lit tout bleu de la terre

Cent mille chansons rien qu’à nous
Cent mille horizons devant nous
Partagés de bonheur
Tout étalé de nos coeurs

Et des châteaux insensés
Et des bateaux étoilés
Et des étoiles oubliées
Et tes yeux et mes yeux
Dans un océan d’amour

Il y aura cent mille chansons
Quand viendra le temps des cent mille saisons
Cent mille maisons
Gravées à ton nom
Parmi les moissons de la terre

Cent mille chansons rien qu’à nous
Cent mille horizons devant nous
Partagés de bonheur
Tout étalé de nos coeurs

Et des pays reconnus
Et des forêts éperdues
Et des chagrins défendus
Et tes yeux et mes yeux
Dans un océan d’amour

Haverá cem mil canções
Quando vier o tempo de cem mil estações
Cem mil amantes
Assim como nós dois
No leito todo azul da terra

Cem mil canções apenas para nós
Cem mil horizontes diante de nós
Compartilhando a felicidade
Espalhada por nossos corações

E castelos loucos
E barcos estrelados
E estrelas esquecidas
E teus olhos e meus olhos
Num oceano de amor

Haverá cem mil canções
Quando vier o tempo de cem mil estações
Cem mil casarios
Esculpidos com teu nome
Em meio às colheitas da terra

Cem mil canções apenas para nós
Cem mil horizontes diante de nós
Compartilhando a felicidade
Espalhada por nossos corações

E países reconhecidos
E florestas desaparecidas
E tristezas proibidas
E teus olhos e meus olhos
Num oceano de amor


(Maysa)

allout.org

“Ergue os olhos”

Eu não sou exatamente um ingênuo. Bom, talvez um pouco, às vezes. Não faz mal: ganhei mais do que perdi, no fim das contas, em manter acesa uma chama de crença e idealismo, ou talvez mais humildemente, de esperança. Como a chama-piloto de um aquecedor a gás, ainda que pequena e tímida, ela precisa ser mantida acesa, quando precisarmos do fogo total de nossos corações em algum momento crucial de nossas vidas.

Sobre o texto que estou prestes a citar, e que data de 1940: eu sei que nada aconteceu assim, nem poderia, e que mais cinco anos de barbárie reduziram a cinzas a Europa, partes da Rússia, o Japão, partes da China, partes do Sudeste Asiático, e tantos outros recantos do mundo aonde as hostilidades reverberaram, e puseram o mundo de joelhos entre dois extremos ruins. Sei que um deles, o do lado dos EUA, não foi grato a Chaplin, doravante e sempre mais perseguido por suas idéias libertárias, até não ser mais capaz permanecer na América, a qual deixou em 1952.

Porém, em tempos como os atuais, em que estupores e boçais ameaçam sequestrar, mais uma vez, o debate da cidadania com discursos cheios de ódio e irracionalidade, em nome das crenças pequenas que tentam insuflar em sua busca insaciável por poder, textos como o que se segue são ar que ventila e ajuda a manter acesa essa chama de esperança, crença e gratidão. Gratidão porque o exemplo histórico ainda ressoa, e esses tiranetes da alma são – ainda e, queira o Destino, sempre – não mais insetos perto daqueles monstros cujo exemplo imitam, portanto incapazes de fazer tanto mal. Crença em que os seres humanos são capazes de mais e melhores coisas do que as que nos têm apresentado esses espécimes infelizes. Esperança de que, de algum lugar onde se encontram ocultos, alguns deles retornarão a tempo de provar isso, de uma vez por toda, em nome da liberdade e da dignidade de todos, sem preconceitos, sem discriminação, sem ódio…

Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar – se possível – judeus, gentios… negros… brancos.

Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens… levantou no mundo as muralhas do ódio… e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem… um apelo à fraternidade universal… à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora… milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas… vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: “Não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia… da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a liberdade nunca perecerá.

Soldados! Não vos entregueis a esses brutais… que vos desprezam… que vos escravizam… que arregimentam as vossas vidas… que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como gado humano e que vos utilizam como bucha de canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar… os que não se fazem amar e os inumanos!

Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o Reino de Deus está dentro do homem – não de um só homem ou grupo de homens, ms dos homens todos! Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder – o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela… de faze-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da democracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo… um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.

É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos!

Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontrares, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!

The Logical Song

When I was young
It seemed that life was so wonderful
A miracle, oh it was beautiful, magical
And all the birds in the trees
Well they’d be singing so happily
Oh joyfully, oh playfully watching me

But then they sent me away
To teach me how to be sensible
Logical, oh responsible, practical
And they showed me a world
Where I could be so dependable
Oh clinical, oh intellectual, cynical

There are times when all the world’s asleep
The questions run too deep
For such a simple man
Won’t you please, please tell me what we’ve learned
I know it sounds absurd
But please tell me who I am

Now watch what you say
Or they’ll be calling you a radical
A liberal, oh fanatical, criminal
Oh won’t you sign up your name
We’d like to feel you’re
Acceptable, respectable, oh presentable, a vegetable

At night when all the world’s asleep
The questions run soo deep
For such a simple man
Won’t you please, please tell me what we’ve learned
I know it sounds absurd
But please tell me who I am,
who I am, who I am, who I am

Quando eu era jovem
parecia que a vida era tão maravilhosa
um milagre, ah, era bonita, mágica
E os pássaros nas árvores
Bem, eles cantavam tão felizes
Alegres e brincalhões, olhando para mim

Mas então eles me mandaram embora
Para ensinar-me como ser sensato
Lógico, oh, responsável, prático
E eles me mostraram um mundo
onde eu poderia ser tão confiável
oh, analítico, oh, intelectual, cínico

Há momentos, quando todo o mundo dorme
As questões se aprofundam demais
Para um homem tão simples
Você não vai, por favor, dizer-me o que aprendemos
Eu sei que parece absurdo
Mas, por favor, me diga quem sou eu

Mas tome cuidado com o que você diz
ou te chamarão de radical
um liberal, oh, fanático, criminoso
oh, você não vai assinar seu nome
nós gostaríamos de sentir que você é
aceitável, respeitável, oh, apresentável, um vegetal

À Noite, quando todo o mundo dorme
As questões se aprofundam demais
Para um homem tão simples
Você não vai, por favor, dizer-me o que aprendemos
Eu sei que parece absurdo
Mas, por favor, me diga quem sou eu,
quem sou eu, quem sou eu

Enquanto isso, num estádio da Alemanha…

Enquanto isso, nas TVs da Irlanda…

Vamos falar de Genética?

Não repercutiria o assunto por si, mas sinto satisfação em manifestar minha gratidão para com o autor desse vídeo, Eli Vieira, que usou um pouco de seu tempo – certamente valioso – para desmistificar e combater mais uma iniciativa obscurantista que faz com que um mundo que já tropeça no escuro há muito tempo e por tempo demais, continue, infelizmente, a andar às cegas sem esperança de achar a luz.

Je t’aime avec ma peau


Mireille Mathieu

La liberté c’était ma vie
C’était aussi ma solitude.
On s’est aimés je t’ai suivi
J’ai partagé tes habitudes.

C’est difficile un grand amour
Il y a des heures d’incertitude.
La jalousie nous tourne autour
Et j’ai perdu ma solitude.

Je t’aime avec mon cœur
Je t’aime avec ma peau
Je t’aime avec ma peur
C’est vrai, je t’aime trop.

Je t’aime avec ma peine
Cachée au fond de moi
Je t’aime avec ma haine
Qu’un jour tu connaîtras

Je t’aime avec mon cœur
Je t’aime avec ma peau
Je t’aime avec ma peur
C’est vrai je t’aime trop

Le diable et le Bon Dieu
Peuvent dormir tranquilles
L’enfer c’est d’être deux
Et le ciel est fragile

Toi le bonheur t’ennuie déjà
Tu veux gagner d’autres batailles
Tu es déjà trop sûr de moi
L’amour n’est rien qu’un feu de paille.

Tes yeux sont gris quand tu t’ennuie
Tu me regardes avec tendresse
Mais je dors seule avec la nuit
Et j’ai besoin de tes caresses

A liberdade, essa era minha vida,
Essa era também minha solidão.
Fizemos amor, eu te segui,
Compartilhei dos seus costumes.

Um grande amor é difícil,
Tem horas de incerteza.
O ciúme transforma nosso entorno,
E minha solidão está perdida.

Te amo com meu coração
Te amo com minha pele
Te amo com meu medo
Verdade, te amo demais.

Te amo com minha dor
Escondida no fundo de mim
Te amo com meu ódio
Que um dia você conhecerá.

Te amo com meu coração
Te amo com minha pele
Te amo com meu medo
Verdade, te amo demais.

O diabo e o bom Deus
podem dormir tranquilos,
o inferno é sermos dois,
e o céu é efêmero.

Você já se cansou da felicidade
Você quer ganhar outras batalhas
Você já está muito seguro de mim
O amor não é mais que um fogo de palha

Seus olhos ficam cinzas ao se aborrecer
Você me fita com ternura
Mas eu durmo só quando a noite chega
E eu tenho necessidade de teus carinhos.

Ética

“A liberdade está…”

Queria dar continuidade ao meu texto anterior, mas tudo que encontrei até o momento foi o vídeo abaixo. Ele se baseia em inúmeros pontos que podem e devem ser discutidos, claro. Mas, em linhas gerais, aproxima-se do que penso.